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Rédeas brasileira encerra participação nos Jogos Equestres Mundiais com as melhores posições da história

A melhor participação da história brasileira nos Jogos Equestres Mundiais. Esse é o balanço que a direção da Associação Nacional do Cavalo de Rédeas – ANCR – fez da modalidade no WEG 2018, evento que acontece a cada quatro anos e é considerado a “Copa do Mundo” dos esportes com cavalos.

Para a Rédeas, os Jogos terminaram no sábado, dia 15 de setembro, com um inédito 4º lugar de João Felipe Lacerda montando Gunner Dun It Again, QM de propriedade de Paulo Francisco Tripoloni. Anteriormente, no dia 12 de setembro, o Brasil já havia festejado o 5° lugar na disputa por equipes, ocasião em que o time brasileiro de Rédeas fez sua melhor apresentação em Jogos Equestres Mundiais, somando 664,5 pontos. A melhor colocação do País, até então, tinha sido o 6° lugar conquistado em 2002. Os EUA ficaram em primeiro lugar, somando 681.0. Em seguida veio a Bélgica, com 671.5 pontos. Já a Alemanha marcou 666.5, ficando com a terceira colocação.

“A participação da Rédeas brasileira esteve acima de todas as expectativas. A gente, claro, tinha a esperança muito forte de ter um time competitivo, mas fomos muito além. Sem dúvida, foi a maior experiência que eu tive em termos de evento e em termos do que podemos fazer na modalidade de Rédeas no Brasil”, comemorou o Presidente da ANCR, Francisco Moura.

Para ele, o sucesso do time brasileiro na competição se deve ao trabalho conjunto realizado não apenas pelos cavaleiros, como também pela equipe de Rédeas que esteve nos bastidores dando todo o suporte para os atletas. “Toda a equipe: desde o chefe do time, passando pelo nosso treinador até o ferreiro, cada um desempenhou seu papel de forma inimaginável. Acho que o trabalho de equipe resultou em tudo o que conseguimos conquistar! É muita emoção e estamos muito felizes por isso”, destacou Moura.

De acordo com ele, graças aos esforços de todos dentro e fora da pista, o Brasil agora já começa a colher os frutos de sua participação positiva no WEG. “Hoje somos reconhecidos como a quinta melhor potência de Rédeas! Tudo o que conseguimos foi graças a essas pessoas que doaram seu tempo e trabalharam muito para que pudéssemos alcançar o topo do mundo. E não é só isso, porque tínhamos chance de chegar em terceiro. Brigamos muito pela medalha individual, que era mais difícil ainda, pois o time americano era muito forte e o da Bélgica também”, concluiu.

Brasil entre os tops do mundo

Com três cavaleiros entre os 11 tops do mundo, o Time Brasil de Rédeas brilhou no International Equestrian Center, em Mill Spring, na Carolina do Norte, EUA. Depois de conquistar o 5º lugar por equipe, em 12 de setembro, o Brasil contou com três representantes na disputa individual no sábado, 15: João Felipe Lacerda montando Gunner Dun It Again, Thiago Boechat com SG Frozen Enterpriz – dois cavalos Quarto de Milha – e Roberto Jou montando F5 Licurgo Tapajós, único representante da raça Crioula no evento.

Ao todo, a final individual de Rédeas contou com 22 conjuntos (cavalo/cavaleiro) de oito países: Estados Unidos e Itália com quatro representantes cada. Alemanha e Brasil com três. Áustria, Bélgica e França com dois e Austrália e Uruguai com um representante cada.

Em virtude do furacão Florence que se aproximava de Mill Spring, a prova decisiva sofreu um adiantamento no horário, mas nem mesmo isso atrapalhou a atuação dos brasileiros na pista, que proporcionaram momentos de grande emoção para a pequena, mas agitada torcida brasileira que acompanhou atenta cada manobra.

Com duas participações em Jogos Equestres Mundiais (no Kentucky/EUA, 2010, e em Aachen, Alemanha, em 2006), João Felipe Lacerda na sela de Gunner Dun It Again, quarto de milha de apenas 7 anos de propriedade de Paulo Francisco Tripoloni, marcou 225.0 pontos, empatando com o norte americano Cade McCutcheon/Custom Made GGun. Mas no desempate, com a diferença de um ponto (228.0 x 227.0), Cade levou a medalha. Mesmo assim, o 4º lugar foi bastante festejado, já que este é o melhor resultado brasileiro da modalidade em Jogos Equestres Mundiais.

“Estou muito orgulhoso do meu cavalo", destacou João Felipe. “O coração dele é tão grande quanto a arena aqui em Tryon e ele é um dos cavalos mais potentes que montei até hoje. Nosso desempenho foi muito especial desde o primeiro dia e me sinto abençoado por essa oportunidade."

Com nota 223.0, Thiago Boechat montando o quarto de milha SG Frozen Enterpriz alcançou o 7º lugar. Essa é a primeira vez que ele participou dos Jogos Equestres como cavaleiro. Em 2002, atuou como chefe da equipe em Jerez de La Frontera, Espanha, e juiz em 2010, em Kentucky, EUA.

Fazendo sua estreia em Jogos Equestres Mundiais, o gaúcho Roberto Jou montando F5 Licurgo Tapajós ficou em 11º lugar, registrando mais um feito histórico para a criação brasileira da raça Crioula, uma vez que nos Jogos de 2010, no Kentucky, outro representante da raça, SJ Rodopio, foi 14º colocado, o melhor resultado do Brasil na ocasião.

Além da Rédeas, única modalidade western a participar dos Jogos Equestres Mundiais, o Brasil conta com participação também no Adestramento, Paraequestre, Concurso Completo de Equitação (CCE), Enduro, Salto e Volteio. A única modalidade sem representação brasileira é a Atrelagem.

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